O avanço tecnológico da inteligência artificial (IA) tem provocado reações variadas na sociedade, desde entusiasmo até medo. Muitos associam as transformações trazidas pela IA às profecias do Apocalipse, principalmente devido ao seu potencial de mudar rapidamente a vida cotidiana e a organização social. Mas será que a inteligência artificial é realmente uma ameaça ou pode ser uma aliada na construção de um futuro melhor?
A ideia de que a IA poderia desencadear o fim dos tempos não é nova. Desde que surgiram as primeiras máquinas capazes de simular a inteligência humana, cresceu o temor de que a tecnologia, ao se tornar autônoma, escape do controle dos seus criadores. Essa preocupação encontra paralelos em narrativas bíblicas, como o Apocalipse, que fala de sinais, enganos e figuras misteriosas capazes de manipular a humanidade.
Um dos trechos mais citados nesse contexto é Apocalipse 13.15-17, que diz: “Também lhe foi permitido dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem falasse e fizesse com que todos os que não a adorassem fossem mortos. Ela obrigou a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a colocarem um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém pudesse comprar ou vender se não tivesse o sinal, ou seja, o nome da besta ou o número do seu nome.” No entanto, é importante lembrar que, até o momento, a inteligência artificial é uma ferramenta projetada e controlada por pessoas, e não uma entidade independente com vontade própria. O que realmente preocupa não é a tecnologia em si, mas o uso que dela é feito. A IA pode ser empregada para disseminar informações falsas, criar ilusões digitais e influenciar decisões coletivas, o que lembra advertências sobre falsos profetas e enganos do fim dos tempos.
Por outro lado, a mesma tecnologia pode ser usada para resolver problemas complexos, como doenças, mudanças climáticas e desigualdades sociais. Portanto, o futuro da IA depende das escolhas humanas e da ética que orienta seu desenvolvimento. A Palavra de Deus nos adverte: “Quem tem ouvidos ouça”. Precisamos nos orientar pelo que a Bíblia diz e não nos enebriarmos por novidades tecnológicas ou futuristas.
Bibliografia
BÍBLIA SAGRADA. Almeida Século 21. São Paulo: Vida Nova, 2010.
RUSSELL, Stuart; NORVIG, Peter. Inteligência artificial. 3. ed. São Paulo: Pearson, 2010.
MITCHELL, Melanie. Inteligência artificial: guia para humanos pensantes. São Paulo: Todavia, 2020.
DOMINGOS, Pedro. O algoritmo mestre: como a busca por um algoritmo universal vai mudar nossas vidas. Rio de Janeiro: Zahar, 2017.




