Inteligência Artificial conhecimento e fé
O advento da Inteligência Artificial (IA) tem gerado um misto de fascínio e temor. Como aponta a palestrante Martha Gabriel na sua apresentação sobre a IA, muitas vezes a reação inicial é de paralisação ou fuga devido ao medo do desconhecido (GABRIEL). Contudo, a superação desse temor não está na negação da tecnologia, mas sim no conhecimento e na preparação, princípios que ecoam fundamentos essenciais da fé cristã. Martha Gabriel defende que o medo, sem conhecimento, leva à paralisia, enquanto o medo acompanhado de conhecimento “protege e aperfeiçoa” (GABRIEL, [s.d.]). Essa perspectiva dialoga diretamente com o ensinamento bíblico sobre o domínio próprio e a sabedoria:
“Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” (2Timóteo 1.7).
A moderação e a autodisciplina nos capacitam a não reagir de forma descontrolada ao avanço tecnológico. Em vez de fugirmos da IA, somos chamados a entendê-la, usando o conhecimento como nossa principal ferramenta. O temor que a Bíblia exalta é o respeito reverente a Deus, que é, de fato, a base de todo o saber:
“O temor do Senhor é o princípio do conhecimento. Os insensatos, porém, desprezam a sabedoria e a instrução.” (Provérbios 1.7).
Ao aplicar o saber — seja ele tecnológico ou espiritual — combatemos o medo paralisante e nos movemos em direção ao entendimento. A palestrante destaca que a habilidade mais crucial para navegar na era da IA é o Pensamento Crítico (GABRIEL, [s.d.]). A IA é uma poderosa ferramenta de amplificação de resultados, mas exige do usuário uma capacidade aguçada de discernimento para filtrar informações, avaliar fontes e aplicar a tecnologia de forma ética e produtiva. A Bíblia nos exorta constantemente a sermos vigilantes e a exercermos o discernimento em tudo o que fazemos e pensamos:
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. (Filipenses 4.8).
O uso da IA requer que submetamos os resultados e as informações geradas a esse “filtro” de verdade e justiça, garantindo que a tecnologia sirva a propósitos nobres e não se torne um instrumento de manipulação ou engano. A conclusão do vídeo é clara: “o futuro não espera e nem perdoa a falta de preparo” (GABRIEL, [s.d.]). A diligência e a preparação contínua são essenciais para transformar a IA em um “superpoder” a nosso favor. Esta ideia de trabalho, esforço e visão de futuro é um princípio bíblico atemporal, exemplificado pela sabedoria prática:
“Preguiçoso, vai ter com a formiga, observa os seus caminhos e sê sábio. Ela, mesmo não tendo chefe, nem superintendente, nem governante, faz a provisão do seu mantimento no verão e ajunta o seu alimento no tempo da colheita.” (Provérbios 6.6-8).
Da mesma forma que a formiga se prepara para o inverno, devemos nos preparar com conhecimento e prática para o futuro da IA. O sucesso, como lembra Gabriel, é medido pelos resultados alcançados por meio dessa preparação e não apenas pelo esforço (GABRIEL, [s.d.]). O cristão é chamado a ser diligente em sua vocação, utilizando as ferramentas disponíveis — incluindo a IA — para a glória de Deus e o serviço ao próximo.
Bibliografia
BÍBLIA SAGRADA. Almeida Século 21. São Paulo: Vida Nova, 2010.
GABRIEL, Martha. Inteligência Artificial: do zero a superpoder humano. TEDx Talks, [s.d.]. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=7zW6QMtrVA0. Acesso em: [30 nov. 2025].


