“[…] onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gênesis 22.7)
Essa pergunta nos faz pensar sobre aquele momento em que Abraão olha para o seu filho e precisa dar uma resposta. Normalmente, olhamos esse texto e o vemos apenas como uma história sobre obediência.
Mas o que essa pergunta revela é algo mais profundo: se Isaque sabia que havia necessidade de um cordeiro, é porque ele já tinha visto isso acontecer muitas vezes.
Ele conhecia o processo. Sabia o que era necessário para oferecer um sacrifício ao Senhor.
Quando pergunta, Isaque demonstra que havia aprendido observando seu pai.
E é justamente isso que muitas vezes passa despercebido em nossas famílias e igrejas.
Quando Isaque pergunta “onde está o cordeiro?”, ele está, na verdade, trazendo à memória tudo o que aprendeu sobre sacrifício. E essa pergunta nos convida a refletir:
que modelos temos apresentado às nossas crianças, adolescentes sobre adoração?
Será que nossos filhos têm exemplos que os levem a adorar ao Senhor?
Quero deixar alguns pontos para reflexão:
- Como seu filho tem visto a adoração da sua família em casa e na igreja?
Ele vê você como um servo fiel, que adora, serve, exerce seus dons e participa da vida da igreja, prega o evangelho? Ou vê alguém sempre cansado, sem tempo nem disposição para cultuar ou ser um servo? - Enviar os filhos à igreja é importante, mas é suficiente?
Muitas vezes achamos que levá-los ao culto, à EBD ou ao ensaio do coro é o bastante. Mas a verdadeira formação acontece quando eles nos veem adorando , sendo e fazendo. - O exemplo fala mais alto do que as palavras
Nossos filhos observam como reagimos, como servimos e como tratamos as coisas de Deus. Eles aprendem vendo e vivenciando e é essa observação que molda suas atitudes e sua fé.
Também precisamos entender, como igreja, que a adoração é aprendida na convivência.
Crianças e adolescentes só aprenderão a adorar se tiverem a oportunidade de verem a adoração, adorar junto com os adultos.
Há um grande clamor hoje porque muitos jovens não querem estar nos cultos. Mas como terão prazer na adoração, se nunca vivenciaram esse momento em família ou na igreja?
O texto nos mostra que Isaque observou, participou, esteve presente.
E foi essa vivência que o levou a fazer a pergunta:
A experiência de Abraão foi de obediência.
Mas a de Isaque foi de mostrar o que aprendeu.
E é isso que precisamos resgatar:
Como famílias e como igreja, precisamos viver a fé diante de nossos filhos e crianças da igreja para que eles também aprendam a confiar, servir e adorar ao Senhor.




