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                      Vida com Deus 2: Adultos autistas ainda invisíveis no ambiente eclesiástico

                      Publicado por Mariolinda R. R. Ferraz em 08/04/2026
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                      “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fl 4.13)

                      Caros leitores!

                      No primeiro “episódio” desses escritos, relatei, en passant, o encontro da minha família com a Verdade (Jo 8.32) e de uma verdade tardia: o diagnóstico de autismo, aos 54 anos. Antes da confirmação da neuro divergência, passei por muitas situações que marcaram minha vida intensamente. Por isso, este texto fundamenta-se em Fl 4.13. 

                      Muito se tem falado em autismo. Legalmente, busca-se a garantia dos direitos e o pleno exercício da cidadania da pessoa autista. Todavia, como elas têm sido tratadas no ambiente eclesiástico? Nessa esfera social, desde a adolescência eu vivi momentos de isolamento provocados não apenas pela minha própria dificuldade de interação, mas por ser considerada a esquisita, a “nariz empinado”, a que não se misturava, a que falava demais (muitos imputam, erroneamente, ao autista a baixa expressão verbal), a sabe-tudo (no TEA pode haver propensões a altas habilidades e a QI acima da média), ou a que se considerava superior. Foi sofridamente excludente! Porém, sobrevivi. As máscaras serviram/servem muito bem. O “está tudo bem” era meu lema. Mas, e hoje?

                      Muitos estudos voltam-se à compreensão do autismo na infância. Percebe-se, em algumas igrejas, um movimento pelo acolhimento e inclusão da criança autista: a educadora cristã, teóloga, especialista em autismo, Samya Vanessa Soares de Araújo tem sido referência nacional no meio cristão. Mas… e quando o autista já é adulto?

                      É chocante, mas no ambiente da igreja eu já ouvi “não liga pra isso”; “não se apega, esquece”;  “você viveu até agora sem saber, por que vai dar valor agora?”; e a frase mais comum “você não tem cara de autista!” Sim. Não tenho cara porque autismo não tem cara; ele é uma deficiência oculta; é um transtorno do neurodesenvolvimento, algo “dentro da cabeça” que, de um lado, dificulta boas relações, interações, que fragiliza a confiança, que repele ardentemente injustiças, que provoca mal entendidos, não porque a pessoa não compreende as coisas ou porque tem limitação intelectual, mas porque a rigidez cognitiva emperra a mudança de visão. 

                      De outro lado, o autismo nos faz viver vigorosamente emoções às vezes consideradas banais. Uma frase que muito ouvi: “você é muito intensa em tudo!” Uma alegria é tão-tão alegre, um sofrimento é tão-tão intenso que paralisa e/ou motiva a outras ações – por exemplo, na morte da minha mãe eu não chorei uma lágrima. Eu me anestesiei. Eu procurei FAZER: eu preparei toda a liturgia do culto fúnebre; da seleção dos textos bíblicos, hinos, a projeção para o data show; também dei a abertura ao culto, pois meu pastor estava de férias e chegou depois da recepção do corpo. Outro pastor amigo teve a sensibilidade de colocar a mão no meu ombro e dizer: “OK, irmã! Eu continuo daqui.” Se não fosse isso, eu não pararia. 

                      Vale esclarecer: outros autistas podem não agir e sentir como eu, pois esta neuro divergência é um espectro: cada um é do seu jeito. Que tarefa difícil para quem é suporte! Durante boa parte da minha vida, a igreja foi meu suporte: eu fugi para dentro da igreja, mesmo usando máscaras. Não quero mais fingir/fugir. Em hipótese alguma, comparo minha vida com a de Paulo, especialmente se voltarmos ao versículo 12 do texto base, mas, salvaguardadas as proporções e contexto, o autismo tardio exige que saibamos passar por muitas coisas. Que a Igreja do Senhor Jesus seja, verdadeiramente, suporte aos neuro divergentes adultos! 

                       

                      Bibliografia

                      TEA e o luto: quando o processamento emocional é diferente. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DSIISr4jD3e/?img_index=1 

                      Autismo nível 1 em adultos. Disponível em: https://neuroconecta.com.br/autismo-nivel-1-em-adultos/ 

                      JÚLIO-COSTA, Annelise; STARLING-ALVES, Isabella; ANTUNES, Andressa Moreira. Leve para quem?: transtorno do espectro autista nível 1 de suporte. Belo Horizonte, MG: Ampla, 2023. 

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                      Mariolinda R. R. Ferraz
                      Mariolinda R. R. Ferraz
                      Doutoranda em Letras, pela universidade federal da grande Dourados, graduação em Letras, pela universidade federal de mato grosso do sul, em educação cristã, pelo seminário Batista Ana Wollerman, especialista em tecnologias na educação, pela pontifica universidade católica do Rio de Janeiro. Professora de língua portuguesa, na rede municipal de ensino de Dourados /MS. Serva de Jesus e Membro da Segunda Igreja Batista em Dourados.

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