O Futuro da IA e as regras da Bíblia
O desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) é inegavelmente um “futuro das empresas” e uma “virada de jogo empresarial”, com inovações como o processamento de linguagem natural, o reconhecimento de voz e a análise de dados aumentando sua usabilidade.
No entanto, a recente controvérsia em torno do Gemini levanta uma questão central: o desenvolvimento tecnológico está seguindo as regras éticas e morais que a Palavra de Deus nos exorta a seguir?
O futuro da IA, marcado por tecnologias como redes neurais e aprendizado profundo, só será sustentável se for guiado pelos princípios bíblicos de integridade, transparência e respeito ao próximo.
- A questão da transparência e da invasão (Êxodo 20.15). O incidente com o Gemini é uma clara violação do direito à privacidade e à confiança. O Google foi acusado, em um processo judicial nos EUA, de usar o assistente Gemini para rastrear comunicações privadas de usuários em programas como Gmail, mensagens instantâneas e videoconferências. Alega-se que o Google ativou secretamente o Gemini nesses aplicativos, permitindo-lhe coletar dados privados “sem o conhecimento ou consentimento dos usuários”. Além disso, o Gemini foi flagrado analisando e resumindo documentos pessoais, como declarações de imposto de renda, no Google Docs sem ter sido acionado pelo usuário. O processo de resumo de documentos implica em “pegar o documento, enviá-lo para os servidores do Google e então devolver a resposta pronta”, o que não é interessante para documentos pessoais que contêm informações sensíveis que o usuário não deseja compartilhar. O mandamento de não furtar transcende o roubo de bens materiais, aplicando-se também à apropriação indevida de informações e à invasão de espaço privado.
“Não furtarás.” (Êxodo 20.15).
O ato de coletar dados privados secretamente, explorando “todo o histórico registrado das comunicações”, sem o consentimento claro do usuário, caminha perigosamente para a apropriação não autorizada. A falta de transparência e o uso de configurações “profundas” para desativar a ferramenta demonstram uma intenção de violar a privacidade, o que contraria a honestidade que a Bíblia exige.
- A ética da confiança e a lei do amor (Mateus 22.39) A IA deve ser desenvolvida para servir, não para vigiar. Quando assistentes de IA “abrem portas para novas ameaças hacker” e violam a privacidade, eles destroem a confiança essencial para o convívio social e digital. O segundo grande mandamento nos chama a valorizar e proteger o bem-estar do nosso próximo.
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22.39).
A implementação de tecnologias devem refletir esse amor. Isso significa: Transparência total: As regras de uso e coleta de dados devem ser claras e facilmente acessíveis, não escondidas em “configurações de privacidade do Google”.
A IA passará da ficção futurista ao futuro das empresas, mas não deve passar por cima da dignidade humana e do direito à privacidade. O futuro que a IA constrói deve ser um futuro de justiça e ética, espelhando a moralidade ensinada na Palavra de Deus.
Bibliografia
BÍBLIA SAGRADA. Almeida Século 21. São Paulo: Vida Nova, 2010.
CAMERO, Igor Almenara. Gemini é pego bisbilhotando documentos pessoais sem autorização. TecMundo. Documento pessoal. Acesso em: 30 nov. 2025.
CORREIO BRAZILIENSE. Revolta das máquinas: Chat Gpt desobedece a ordem para desligar. Correio Braziliense. Documento pessoal. Acesso em: 30 nov. 2025.
SICOLOS. Como a IA -Inteligência Artificial- passou da ficção futurista ao futuro das empresas. Sicolos. Documento pessoal. Acesso em: 30 nov. 2025.
TUTO DIGITAL. IA: A revolução silenciosa que está moldando o futuro. Tuto Digital. 25 abr. 2025. Documento pessoal. Acesso em: 30 nov. 2025.

