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                      Parabéns educador cristão, guarda das fontes!

                      Publicado por Jovana Souza Nunes de Rezende em 18/10/2026
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                      Peter Marshall conta esta analogia em seu sermão intitulado Guarda das Fontes:

                          “Era uma vez um certo povoado que cresceu no pé de uma cordilheira. A aldeia foi protegida pelas alturas dos montes, de modo que o vento que tremia as portas e arremessava punhados de granizo contra as janelas era um vento cuja fúria já foi gasta. No alto nas colinas, um misterioso e calmo morador da floresta tomou sobre si a incumbência de ser Guarda das Fontes. Ele patrulhava as colinas e onde quer que ele achasse uma fonte, ele limpava sua piscina barrenta de lodo, e tirava toda matéria estranha. Desta forma, a água que borbulhava da fonte corria para baixo limpa, fria e pura. A água pulava cintilante sobre pedras e derramava alegremente em cascatas de cristal até que, fortalecido por outros córregos, tornou-se um rio de vida para o movimentado povoado. As rodas de azenha giravam por sua força. Os jardins foram refrescados por suas águas. As fontes a jogavam como diamantes no ar. Os cisnes navegavam em sua superfície límpida, e crianças riam brincando nos seus bancos na luz do sol.  

                          Mas o Conselho de Cidade era um grupo de homens de negócios, pães duros e práticos. Esquadrinharam o orçamento cívico e acharam o salário do Guarda das Fontes. Disse o Guarda da Bolsa: “Por que nós devemos pagar esse sujeito? Nós nunca o vemos; ele não é necessário à nossa vida de negócios no povoado. Se construirmos um reservatório perto da cidade, nós poderemos dispensar seus serviços e poupar seu salário”. Com isso, o Conselho de Cidade votou para dispensar o gasto desnecessário com um Guarda das Fontes, e construir um reservatório de cimento. 

                         Então o Guarda das Fontes deixou de visitar as piscinas barrentas, mas observou das alturas enquanto construíram o reservatório. Quando terminaram logo encheu com água, mas a água não parecia ser a mesma. Não era mais limpa, e uma espuma verde logo contaminou sua superfície estagnada. Havia problemas constantes com a maquinaria delicada dos moinhos, frequentemente entupido com o lodo, e os cisnes acharam outro lar distante do povoado. Finalmente, uma epidemia se alastrou, e os dedos amarelos da doença alcançaram cada lar em cada rua e alameda. 

                         O Conselho de Cidade se reuniu outra vez. Tristemente, encarou como a cidade estava em apuros, e francamente reconheceu o erro em demitir o Guarda das Fontes. Procuraram-no na sua barraca alta nas colinas, e imploraram-lhe que retornasse ao seu abençoado trabalho. Felizmente, ele concordou e começou mais uma vez a fazer suas rondas. Não demorou até que água pura viesse cantarolando felizmente para baixo sob túneis de samambaias e musgos e a cintilar no reservatório limpo. As rodas de azenha rodaram como antigamente. Os odores desapareceram. A doença diminuiu, e crianças em recuperação das suas doenças se alegraram outra vez, porque os cisnes haviam voltado.”

                          Diante disso, a história humana, as invenções e as inovações no campo das ideias mudam cada vez mais rapidamente, e nós, educadores, somos testemunhas dessa mudança dia após dia. Os avanços tecnológicos modificam as formas de comunicação, e a humanidade continua a caminhar em busca de novas relações entre os saberes e de uma melhor compreensão do mundo em que vivemos. Nessa caminhada, buscamos ser Guardas das Fontes que favoreçam a construção do conhecimento em meio a tantas informações.

                          Essa analogia realça a importância do educador não apenas como construtor de conhecimentos, mas também como protetor, cultivador e cuidador do tesouro mais valioso da humanidade: a formação do caráter, dos ideais, das atitudes e da conduta das pessoas, tal como Jesus ensinou ao apresentar a educação como instrumento de transformação.

                          Quando William H. Gates, em seu livro, a Estrada do Futuro, refletiu sobre a chegada de uma revolução tão importante quanto a invenção da imprensa por Gutenberg, mal podíamos imaginar o alcance de suas ideias e o caminho que iríamos percorrer. O autor, mais conhecido como Bill Gates, foi um dos primeiros a demonstrar a dimensão das transformações que a tecnologia poderia provocar, inclusive para nós, profissionais da educação.

                          Pouco antes dessa época, eu acabara meu primeiro curso de informática para professores, e a pergunta que fora lançada por um professor era se não estávamos diante do fim da sala de aula.

                          Quando li esta ilustração de Peter Marshall, imediatamente a associei aos educadores cristãos como Guardas das Fontes, que têm a responsabilidade vital de zelar pela pureza e pela limpeza da água, garantindo que a comunidade tenha acesso a um recurso essencial para a vida. Posto isso, a educação, assim como a água, é um bem indispensável à formação humana e jamais perderá sua importância, visto que fomos forjados na missão e para a missão por Jesus, a fonte de água viva, como escrito em João 4.10. 

                          Os educadores desempenham um papel igualmente decisivo na sociedade, atuando como mediadores do conhecimento e contribuindo para a construção dos valores que sustentam o desenvolvimento humano.

                          Assim como os guardas das fontes limpam as nascentes para que a água não seja contaminada e continue a nutrir a vida, torna-se desafiadora a tarefa de educar neste tempo: é preciso filtrar o que é essencial, verdadeiro e transformador, ajudando os alunos a discernir informações e enfrentando o desafio constante de criar modalidades emergentes de aprendizagem e renovar as formas de percepção e de vivência de experiências significativas.

                          Mas o que precisamos aprender para entender o mundo e lidar com suas inúmeras informações? Quais habilidades os alunos devem desenvolver para enfrentar os novos tempos?

                          Como Guardas das Fontes, precisamos continuar ensinando nossos alunos a lidar com o excesso de informações e, muitas vezes, com mensagens contraditórias à sua fé e à sua prática. Precisamos ensiná-los a se posicionar diante de um mundo em constantes mudanças, a fazer escolhas responsáveis e a arcar com as consequências de suas decisões.

                          Assim como o ambiente da fonte precisa estar limpo para que a água possa fluir livremente, o educador cria e mantém um ambiente educacional saudável, estimulante e seguro, onde o aprendizado pode acontecer. Ele cuida para que a motivação e a curiosidade dos estudantes não sufoquem os valores que aprenderam para a eternidade.

                          Os Guardas das Fontes asseguram a continuidade da vida para toda a comunidade. De modo semelhante, os educadores, ao formarem cidadãos críticos e conscientes, cidadãos do Reino do Senhor, contribuem para a sustentabilidade social, ética e espiritual da sociedade.

                          Por isso, que não nos falte disposição para subir as colinas, procurar as nascentes, retirar o que as contamina e proteger aquilo que ainda é puro. Que saibamos reconhecer que cada vida que passa por nossa ação educativa carrega consigo uma história, uma possibilidade e um futuro que não podemos prever, porém crer naquele que é a fonte de água viva, que conhece os planos que tem para eles, de dar -lhes esperança e um futuro (Jeremias 29.11).

                          Educadores, certos da missão que nos foi dada sejamos, portanto, Guardas das Fontes, Guardas do conhecimento, Guardas da esperança, Guardas dos valores e Guardas da humanidade que desejamos preservar e construir, pois educar é, em última instância, cuidar da fonte para que a água continue a correr. E enquanto houver alguém disposto a cuidar dessa fonte, haverá também a possibilidade de que novas gerações encontrem nela conhecimento, sabedoria, esperança e vida.

                      PARABÉNS, EDUCADOR CRISTÃO, GUARDA DAS FONTES!

                       

                      Referências:

                      GATES, William H. A estrada do futuro. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 1995.

                      MARSHALL, Peter. Analogia em seu sermão intitulado Guarda das Fontes. Traduzido por Dennis Downing para o site www.hermeneutica.com. Revisado por Ewerton B. Tokashiki. Disponível em: https://www.academia.edu/43188818/O_Guarda_das_Fontes_por_Peter_Marshall.

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                      Jovana Souza Nunes de Rezende
                      Jovana Souza Nunes de Rezende
                      Membro da Igreja Batista em Novo México, Vila Velha ES, Ministra de Educação Cristã da IBNM, Escritora e Palestrante. Mestre em Avaliação Profissional pela CESGRANRIO Rio de Janeiro, Pedagoga pela Faculdade Batista RJ, especialista em Psicopedagogia pela Universidade Cândido Mendes, especialista em Docência do Ensino Superior pela Universidade Cândido Mendes, Terapeuta Sistêmica pela LOGOS Rio de Janeiro, graduada em Educação Religiosa pelo IBER. Desempenha as funções eclesiásticas paralelamente à carreira como Pedagoga em escola do Estado do Espírito Santo.

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