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                      Vida com Deus III: Auto-estima da pessoa

                      Publicado por Mariolinda R. R. Ferraz em 15/04/2026
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                      • TEA

                      “Marta, porém, estava atarefada com muito serviço; e, aproximando-se, disse:  Senhor, não te importas que minha irmã me tenha deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude” (Lc 10.40)

                      Caros leitores!

                      Prosseguindo nessa série sobre o autismo tardio, neste terceiro episódio, cuja base bíblica está em Lucas 10.38-42, na qual é narrada uma visita de Jesus à casa dos irmãos Lázaro, Maria e Marta, quando esta se viu atarefada e aquela, sentada aos pés do Mestre. Nesta série destaco a “mente ocupada” da mulher autista e sobre a construção da autoestima a partir da ideação da utilidade social. 

                      É inegável que, sócio-histórica e culturalmente, a mulher enfrenta mais cobranças, mais exigências, sofre mais tabus e preconceitos que os homens. Apesar dos novos tempos, persiste no imaginário cultural que as lides do lar, por exemplo, são das mulheres. Nessa direção, à mulher cabem múltiplas tarefas, pois, nos tempos modernos, ela é profissional e dona de casa. 

                      Voltemos ao texto: subentende-se que Marta era a irmã mais velha, que era a responsável pela casa e, na passagem, estava recebendo uma visita ilustre, um grande amigo e, acima de tudo, o Mestre, o qual, indubitavelmente, estava acompanhado de outras pessoas. O serviço da casa aumentou, pois, havia mais pessoas para atender e, com certeza ela queria oferecer o melhor; afinal, quem recebe um amigo de qualquer forma?  

                      É certo que o autismo é um espectro: o que é para um pode não ser para o outro. Há autistas mais “lentos” nas suas ações e reações; há aqueles mais impulsivos e intensos; há os considerados perfeccionistas (alguns até com a comorbidade do transtorno obsessivo compulsivo  (TOC),  com é meu caso, e, por isso, tudo deve estar “milimetricamente” organizado. 

                      O senso de justiça para os autistas também é muito intenso. A pessoa autista reprova injustiças e, muitas vezes, sofre a dor do outro (é sensível) e pelo outro  (sente-se avaliado e, na maioria das vezes, reprovado) – nesse caso, é comum a construção de uma baixa autoestima porque não consegue atender a expectativa do próximo. 

                      Entendemos, culturalmente, que eram justos os cuidados e zelo de Marta. Ela tentou fazer tudo sozinha. Mas a mente ocupada com o bem receber, o tabu construído acerca do aprendizado feminino (Maria não devia estar sentada entre os homens), a avaliação da injustiça da irmã (ficar sentada!?) a levaram a uma crise. 

                      Nos termos próprios, a sobrecarga emocional, social, sensorial resultou num meltdown e a reclamação foi impetuosa. Por que ela mesma não chamou Maria e pediu ajuda? A minha mente autista responde: (1) cansada, ela precisava da validação de uma pessoa “superior” (um homem, um amigo, alguém que reconhecesse sua dedicação); (2) enfrentar a família é mais desgaste, é cara feia, é mais cobrança, é “ser a chata, encrenqueira”; (3) sua autoestima, diante do Mestre, estava se elevando, pois estava sendo útil, mas, ao mesmo tempo, precisava de ajuda e sabia que se fosse pedir pessoalmente não seria validada. 

                      Enfim, as cobranças sobre a mente, o corpo e até sobre as volições femininas são tantas que, muitas vezes, de um lado, a autoestima feminina pode ser construída a partir da ideia/noção de ser útil, ser “comportada”, ser caprichosa, prendada, e do que os outros esperam que ela seja, o que potencializa a ocupação da mente. Por outro lado, a sobrecarga anula todas as construções positivas sobre si mesmo. Porém, acima de tudo isso, está Deus que nos acolhe e nos ama incondicionalmente. Somos amadas, independentemente da nossa condição neuropsíquica. Então, vivamos com Deus e a ele demos glória! 

                       

                      Bibliografia: 

                      La autoestima de las personas con autismo. Disponível em: https://www.fundacionconectea.org/novedades/blog/la-autoestima-de-las-personas-con-autismo

                      Autismo e autoestima. Disponível em: https://draamandaalmeida.com.br/glossario/autismo-e-autoestima/ 

                       

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                      Mariolinda R. R. Ferraz
                      Mariolinda R. R. Ferraz
                      Doutoranda em Letras, pela universidade federal da grande Dourados, graduação em Letras, pela universidade federal de mato grosso do sul, em educação cristã, pelo seminário Batista Ana Wollerman, especialista em tecnologias na educação, pela pontifica universidade católica do Rio de Janeiro. Professora de língua portuguesa, na rede municipal de ensino de Dourados /MS. Serva de Jesus e Membro da Segunda Igreja Batista em Dourados.

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