Nesse sentido, a igreja é, por excelência, um lugar de aprendizagem e de formação continuada. Nesta perspectiva a igreja precisa criar uma cultura de aprendizado que valorize os dons espirituais e o desenvolvimento integral dos crentes. Uma Escola Bíblica deve estar fundamentada em três pilares essenciais: a doutrina, que promove o conhecimento das Escrituras; a evangelização, que anuncia a mensagem do evangelho; e o discipulado intencional e relacional, que favorece o crescimento espiritual e a formação cristã dos discípulos. Também é importante oferecer condições para que professor-educador cristão exerça seu ministério, disponibilizando suporte e recursos didáticos necessários à prática educativa. No caso do professor-educador cristão a partir do Projeto Educacional Cristão (PEC), de uma matriz e organização curricular, com intencionalidade no sentido de investir na adoção de métodos ativos de aprendizagem da Palavra de Deus.
Nesta perspectiva, entendo que a docência por parte do professor-educador cristão na sala de aula na Escola Bíblica é um requisito fundamental para o exercício da gestão educacional no ministério de educação na igreja local. Reconheço que o ministério do professor-educador cristão não se restringe ao âmbito da igreja local, mas outros espaços pedagógicos como: capelania escolar, hospitalar, prisional, empresarial, de casa em casa “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de anunciar Jesus, o Cristo.” (Atos 5.42). Nesse sentido, os Pequenos Grupos Multiplicadores (PGMs) e os Relacionamentos Discipuladores (RDs) apresentam-se como instrumentos eficazes para a prática missionária, pois favorecem a evangelização, o discipulado e o desenvolvimento de relacionamentos intencionais no contexto da igreja local. Entendo que é importante que a liderança servidora da igreja expanda o ministério dos crentes para outras áreas de atuação ministerial por meio do ensino, do discipulado e da evangelização.
Neste aspecto a construção do PEC consiste em um aspecto importante por parte do professor-educador cristão no sentido de compreender como o aprendiz-discípulo aprende permitindo diversificar na adoção de métodos ativos, oferecendo flexibilidade e acessibilidade, além de favorecer o desenvolvimento de capacidades como resolução de problemas, tomada de decisões e criatividade em outras áreas ministeriais. Entre as demandas do ensino e da aprendizagem da Palavra de Deus, destaco o ensino híbrido, aprendizagem personalizada e o planejamento reverso.
Hoje, é necessário que o aprendiz-discípulo aprenda no seu próprio ritmo, de acordo com suas necessidades específicas e a partir de sua realidade circundante. A quinta e última abordagem proposta neste ensaio, está fundamentada na prática do professor-educador cristão, tanto no contexto macro da igreja, ou seja, na gestão do ministério de Educação Cristã, como atividade no ambiente da sala de aula caracterizada pela atividade fim de uma igreja, isto é, o ensino e o aprendizado da Palavra de Deus.
Referência
BÍBLIA SAGRADA. Almeida Século 21. São Paulo: Vida Nova, 2010.
PHILLIPS, Keith. A formação de um discípulo. 2ª ed. rev. ampl. São Paulo: Vida, 2008.
KELLER, Timothy. A fé na era do ceticismo. Como razão explica Deus. São Paulo: Vida Nova, 2023.
SILVA, Genivaldo Félix da. Sala de aula invertida na escola bíblica e nas tecnologias digitais. Uma alternativa para a educação cristã eficaz na igreja. Curitiba: CRV, 2025.



